Papa envia geradores à Ucrânia para ajudar população no frio intenso

  • 09/02/2026

Leão XIV, por meio da Esmolaria Apostólica, enviou 80 geradores de energia à Ucrânia para ajudar a população afetada pela guerra e pelo frio

Da redação, com Vatican News

Ataque com drone russo contra a cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, matou uma pessoa e feriu outras duas / Foto: Reprodução Reuters

A oração pela Ucrânia, invocada pelo Papa na Audiência Geral de quarta-feira, 4, torna-se um gesto de caridade diante das “consequências dos bombardeios que”, como disse Leão XIV, “também voltaram a afetar a infraestrutura energética”. Da Sala Paulo VI, esse pedido, acompanhado de palavras de gratidão pelas iniciativas de solidariedade que floresceram em muitas dioceses, especialmente na Polônia, tornou-se realidade graças à Esmolaria Apostólica, que, a pedido do Papa, enviou três caminhões com 80 geradores de energia.

O Papa respondeu, assim, ao pedido de numerosos bispos que, conscientes do sofrimento do povo devido à guerra, solicitaram ajuda para as dificuldades causadas pelas temperaturas congelantes que assolam o país. As temperaturas noturnas chegam a -15 graus, enquanto as diurnas oscilam entre -10 e -12 graus. Muitos são obrigados a abandonar suas casas para buscar calor em abrigos aquecidos onde, graças a geradores, também podem receber uma refeição quente.

Geradores e medicamentos

Os veículos partiram da Basílica de Santa Sofia, em Roma, igreja ucraniana na Itália, e já chegaram aos seus destinos, principalmente em Fastiv e Kiev, cidades que foram duramente atingidas pelos últimos ataques. Na noite passada, também houve ações militares em Odessa e Kharkiv, resultando na morte de uma criança de 10 anos. A guerra não tem piedade nem mesmo dos mais pequenos. Neste clima de medo e violência, cada gesto de solidariedade é um suspiro de alívio para aqueles que vivem o trauma do conflito há quatro anos. Além dos geradores, foram enviados para a Ucrânia milhares de medicamentos, suplementos e melatonina, muito procurada porque ajuda a conciliar o sono nestes tempos de medo e estresse constante.

Agradecimento a quem não se cansa de ajudar

O Dicastério para o Serviço da Caridade informa ainda que está sendo finalizada a carga de um caminhão com milhares de antibióticos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos e alimentos de vários tipos. A distribuição, uma vez que a ajuda chegar ao país, será feita através da rede paroquial das diferentes dioceses. A onda de doações gratuitas é possível graças ao Banco Farmacêutico e à rede de várias empresas farmacêuticas, ao grupo Procter&Gamble e, sublinha o cardeal Konrad Krajewski, que agradece em nome do Papa, a todas as pessoas de boa vontade que não se cansam de ajudar aqueles que sofrem.

Uma realidade difícil

Dom Jan Sobilo, bispo auxiliar da Diocese de Kharkiv–Zaporizhzhia, lamentou a situação enfrentada pelo povo ucraniano, que além dos intensos bombardeios, enfrenta a forte onda de frio, falta de energia elétrica e cuidados médicos. O último ataque russo ocorreu entre 5 e 6 de fevereiro.

“Às oito horas da manhã, celebramos a Santa Missa”, conta o Bispo Sobilo. “Também estavam presentes convidados da Itália, incluindo o diretor das Pontifícias Obras Missionárias (PMS) na Ucrânia, Padre Luca Bovio, IMC, juntamente com seus colegas.”

O religioso recorda as fortes explosões que ecoavam durante a liturgia, enquanto o bombardeio continuava. “Eu também vi um drone ser abatido: voava como uma bola de fogo, caindo e ainda queimando no ar. Foi uma manhã muito barulhenta”.

E, no entanto, apesar de tudo, as pessoas continuam a rezar e, agora, diz ele, até mesmo rezam com calma. “É triste dizer, mas nos acostumamos com a guerra. As sirenes de ataque aéreo soam constantemente, dia e noite”, explica o bispo Sobilo. “Muitas pessoas já não descem para os abrigos antiaéreos, porque é impossível fazê-lo sempre. Caso contrário, teriam que viver lá permanentemente. Então, as pessoas tentam seguir em frente da melhor maneira possível.”

Um dos problemas mais graves continua sendo a falta de eletricidade. “Os cortes de energia são frequentes”, enfatiza o bispo. “Hoje, por exemplo, alguns bairros têm eletricidade, enquanto outros não. Um apagão total em Zaporizhzhia é raro, mas os cortes rotativos em certas áreas ocorrem regularmente, porque não há energia suficiente para todos.”

As condições de aquecimento variam muito de acordo com o tipo de construção. “Quem tem gás, como nós, consegue aquecer a casa. Mas em muitos prédios modernos, tudo funciona com eletricidade. Quando não há energia, não há aquecimento, as bombas não funcionam e nem mesmo água.” O bispo Sobilo relata como algumas pessoas precisam se aquecer em seus carros à noite, antes de voltar para dentro de casa para dormir, totalmente vestidas para reter o calor. Essa situação afeta não só Zaporizhzhia, mas também outras cidades como Kiev e Dnipro.

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FONTE: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/leao-xiv/papa-envia-geradores-a-ucrania-para-ajudar-populacao-no-frio-intenso/


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